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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015




Mantendo a linha de cortes de gastos e aumento da arrecadação, o governo da presidente Dilma Rousseff planeja um novo pacote de sanções e mudanças que podem somar R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Além de cortes na área de saúde do trabalho, o plano inclui maior fiscalização nas empresas e formalização nos depósitos das companhias, com relação aos impostos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, durante uma visita à Força Sindical, revelou as principais mudanças que virão com os novos pacotes. Os detalhes só serão divulgados nas próximas semanas e devem ser finalizados até março. Dias disse que “não haverá diminuição nos investimentos em benefícios sociais”, apesar de estar presente para anunciar um corte no orçamento da saúde do trabalho. Outros benefícios trabalhistas já haviam sido alterados, como o acesso ao seguro-desemprego, que ficou mais difícil, burocrático e teve valores reduzidos.
Os valores dos cortes
De acordo com o ministro Manoel Dias, a mudança na forma de fiscalizar as empresas, poderá evitar fraudes e sonegação de impostos. Só nessa alteração, a arrecadação aumentaria em R$ 2,7 bilhões. A atenção maior evitaria a inadimplência empresarial, bem como fraudes nas contribuições, que envolvem o FGTS e outras tributações. Os tipos de empresas fiscalizadas também ganha mudanças, que garantem extensão da gama de companhias a serem tributadas.
Fiscalização eletrônica – do que se trata?
O sistema de fiscalização eletrônica já existe desde o ano passado. Inicialmente, seria usado apenas para fiscalizar o pagamento do FGTS. Ao longo dos meses de 2014, foi anunciada uma transformação na abrangência, que abordaria também a fiscalização do cumprimento de regras, como cota de aprendizes, prevenção de acidentes, dimensionamento de serviços especializados em segurança e outros itens.
De acordo com dados apresentados por Manoel Dias, a sonegação das empresas na área de benefícios trabalhistas alcança valores enormes. Só o FGTS deixou de arrecadar entre 7% e 8% em 2013. Isso soma um valor perto de R$ 94 bilhões. O ministro ainda afirmou que a fiscalização eletrônica facilita a aplicação de multas às empresas que deixarem de cumprir as regras trabalhistas. A formalização de 500 mil trabalhadores irregulares traria uma receita de R$ 2,6 bilhões.


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